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  • Maurino Veiga

Habilidade essencial para um empresário de sucesso atual

Um case de sucesso atual é o da empresa de investimentos XP Inc., com o seu CEO e fundador Guilherme Benchimol. O sucesso de sua empresa fez ele se tornar uma fonte de busca de conhecimentos de gestão empresarial. Em recente transmissão ao vivo no Instagram do Thiago Nigro (sócio proprietário da ação O Primo Rico, conteúdo na internet para ensinar seu público a educação financeira e gestão), o fundador da XP disse “Você precisa ser flexível igual capim, que se movimenta na direção em que o vento está batendo. Não dá para ser rígido igual bambu. Você precisa ver o que está acontecendo lá fora e se adaptar a esse ambiente”. Essa é uma grande lição para os líderes de empresas, já que as mudanças tanto de tecnologia quanto de paradigmas da sociedade estão ocorrendo com uma taxa muito mais elevada, se compararmos com o início dos anos 2000. Guilherme ainda afirmou na sua rede LinkedIn “O que faz uma empresa dar certo de verdade e transformar projetos impossíveis em possíveis? Seus líderes precisam ser fanáticos (trabalharem porque gostam, de forma compulsiva) e terem a capacidade de aprender rápido. Quando essas duas coisas acontecem, os milagres se realizam”. Esses milagres, que tecnicamente não tem nada de um conhecimento extraordinário, são fruto de trabalho árduo por muitos anos, de crescimento tanto pessoal quanto de conhecimento técnico do empresário e de seu time.

Esse sucesso, muito merecido, tanto da empresa XP quanto de seu fundador evidencia ainda mais a necessidade do empresário possuir foco nos seus negócios, para conseguir estar atento para essas mudanças que já discutimos e conseguir prever o rumo que a empresa deve tomar no futuro.

Vídeo interessante sobre a história da criação da XP Investimentos https://www.youtube.com/watch?v=yqLDsxFtDnc.


Expressão “ter foco” significa ter um objetivo, estabelecer um planejamento, ser organizado e ter persistência para atingir as metas e alcançar o que se pretende. Em uma reportagem da revista Época, nos é mostrado o porquê da necessidade de retomar a concentração. Segundo Daniel Goleman, psicólogo americano, as tecnologias digitais, celulares e e-mails afetam negativamente nossa capacidade de concentração. Somos constantemente bombardeados om estímulos visuais e auditivos, e quando há a necessidade de produzir e focar nossa atenção em uma atividade de cada vez, mais e mais pessoas estão sentindo dificuldade de desempenhar seu papel com qualidade. O psicólogo, em sua tese publicada no livro Foco: A atenção e seu papel fundamental para o sucesso, em 2014, afirma haver três tipos de foco. O foco interno, entender os sentimentos e emoções. O foco nos outros, sentir empatia. E o foco ou atenção, consciência social e sensibilidade. E segundo o estudioso, mais e mais pessoas têm sentindo dificuldades de manter o foco nos três tipos descritos. Nessa mesma reportagem, é exemplificado com um estudo realizado na Nova Zelândia com 1.037 crianças avaliando sua tolerância com frustração, impaciência, poder de concentração e persistência. E vinte anos depois, revisitaram os estudados, e os que possuíram melhor atenção e autocontrole no teste inicial se tornaram adultos mais bem sucedidos e saudáveis.

A escritora Renata Di Nizo em seu livro, Reinventando a liderança: Por uma ética de valores, “As pessoas não sabem mais eleger prioridades, não distinguem o essencial. E, até porque seus valores estão distorcidos, elas agem e lavam as mãos. Usam como desculpa a fata de tempo ou as exigências do departamento. Regem a vida não mais por seus valores; ao contrário, são levadas pela enxurrada da rotina, da dinâmica da vida. Seus atos são desempenhados de forma insípida, medíocre, mediana. O que falta mesmo é saber eleger as prioridades”.


Segundo o professor Sidnei Augusto, da escola de negócios KLA, muitos empresários quebram no Brasil porque tem o foco errado. Ao pensar apenas em vender, os empresários esquecem muitos outros aspectos do negócio e o principal deles: o foco deve estar no lucro e não no faturamento. E manter o foco no lucro da empresa não significa necessariamente parar de investir ou realizar cortes profundos, é importante encontrar através de planejamento estratégico e equipes de alta performance a produtividade alta, produtos ou serviços de qualidade além de coesão na gestão.


Professor de Stanford Charles O’Reilly, da escola de administração e mais especificamente em comportamento organizacional, em um vídeo postado em Novembro de 2019 traz alguns motivos por boas empresas irem a falência. Segundo Charles as mudanças no ambiente empresarial estão mais rápidas que nunca, e os empresários têm que estar preparados para as inovações que o mercado exige. Porque empresas sólidas nos últimos 10 anos, como Blockbuster, Kodak e Sears, tem declarado falência? E segundo o professor, um dos motivos para essas grandes companhias fecharem as portas vem da não capacidade dos executivos de lidar com essas mudanças rápidas. É preciso uma disciplina para desenvolver novas ideias, para que possam se tornar reais e são necessários processos internos para o seu crescimento e desenvolvimento. E, segundo O’Reilly, é necessário sabedoria dos executivos para sacrificar alguns ganhos pequenos de curto prazo, se a empresa possuir saúde financeira, a fim de que seja possível adotar essas inovações.


Aline Kaminski


FONTES:

https://epoca.globo.com/ideias/noticia/2014/01/como-nao-bperder-o-focob.html;

https://www.gsb.stanford.edu/insights/why-great-businesses-fail